quarta-feira, 4 de novembro de 2009

As Raízes da Tradição


Esta é a capa do meu livro, de poesias gauchescas.
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As Raízes da Tradição

Eu tenho sangue de índio
Com alma de farrapo
Sou Rio Grande de 35
Com berro de 44
Sou Rio Grande de 23
De chimango e maragato.

Com determinação e valentia
O índio morreu pela terra
Somos herdeiros desta raça
Seja na paz ou na guerra
Hasteamos nossa bandeira
Onde o touro pampa berra.

Do antepassado
Brotou este gaúcho
De pura autenticidade
Para agüentar o repuxo
Do tinido de adaga
E fumaça de cartucho.

E assim se fez o gaúcho
Peleando noite e dia
Fez a lua de candeeiro
Seguindo a estrela guia
Hoje esta terra é nossa
Cantamos com galhardia.

Neste pago sobre a pampa
Até além das fronteiras
Onde o céu é o limite
O mar e as cordilheiras
A cavalo de espada em punhos
Lutava-se sem trincheiras.

Estância de São Pedro
Canabarro foi capataz
Botou sinuelo na tropa
Pastoreando a paz
Anistiando os valentes
Com perseverança tenaz.

Do passado para o futuro
Com direito assegurado
O taura doou a vida
Com seu sangue derramado
A patas de cavalos
Este chão foi demarcado.

Tradição é como uma árvore
Na barranca de um rio corrente
Com suas raízes desgastadas
Pela força das enchentes
Cresce, floresce e dá frutos
Espalhando sua semente.

Uma árvore morre
Quando é arrancada do chão
Fui plantado nesta terra
Enraizado de alma e coração
Mantendo sempre acesa
A chama da tradição.

Quero plantar minha semente
Nesta terra onde eu nasci
Para brotar mais tauras
Que calce esporas desde guri
E que reponte para o futuro
Só os costumes daqui.  

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