sexta-feira, 30 de maio de 2014

ESCOLA ÉRICO VERÍSSIMO

Fui convidado para participar das comemorações dos 40 anos da Escola Estadual Érico Veríssimo em Canoas. Inauguração do auditório Luis Fernando Veríssimo e também tive a oportunidade de conhecer Fernanda Veríssimo. 

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Autor Presente

Meus queridos amigos professores estou no Projeto Autor presente, quem quiser me convidar para ir em sua Escola é só entrar em contato: 
http://autorpresente.blogspot.com.br/

sábado, 8 de março de 2014

8 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Pra ti Mulher

É pra ti mulher,
A pura essência da flor,
O símbolo da humanidade
Que foi feita do amor.
Força, charme, elegância,
Com sorriso encantador
Nas horas boas ou ruins
Sempre superando a dor.

Não existe mulher feia,
São diferenças naturais
Umas menos vaidosas
E outras que são fatais,
Loiras, negras, morenas,
Ruivas, índias, orientais
O que seria de nós
Se todas fossem iguais.

Seja vovó, mãe, tia,
Amiga, esposa ou namorada
Um homem sem mulher
Nesta vida não é nada,
Quando ao lado do homem
É parceira, amante, amada
Seguiremos para sempre
Unidos na mesma estrada.

Nossa Virgem Maria,
Santa mãe de Jesus,
Um dia também sofreu
Ao ver seu filho na cruz,
Ilumina nossas mães
Pro bom caminho conduz,
Para que não sofram tanto
Por quem deram à luz.

Amor de mãe é eterno,
E seu brilho incomparável,
Sua alma é pura
Seu esforço incansável,
É a soberana das jóias
Para o ciclo da vida
É assim que a comparo
Minha mãe querida.

Uma boa esposa
Todo homem sonha ter,
Esta mulher maravilha,
Motivo do meu viver
Às vezes me faz sorrir
Outras me faz sofrer,
De uma mulher eu nasci

Por uma mulher quero morrer.

Fernando Almeida Poeta  

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

LOBISOMEM

(caso verídico)

Conheci um senhor chamado João Honório, morador de uma localidade denominada Rincão do Claro, João Honório era um curandeiro que receitava remédio para todo aquele povo, ali não havia sistema de saúde, pelo fato de ficar muito distante da cidade. Na pratica funcionava muito bem, talvez mais valesse a fé do que o café, em terra de cego quem tem um olho é rei. 
Numa noite de sexta-feira, lua cheia, João Honório voltava do atendimento de um paciente seu, chegando à sua casa, ali pela meia-noite, ao abrir a cancela do potreiro deparou-se com um bicho muito esquisito: orelhudo, pelagem longa e caminhava meio cambaleando, junto seus dois cachorros, seguiram ao lado de seu cavalo, em direção ao rancho, João Honório não era um índio muito assustado, mas, naquela hora, arrepiou o pelo, por sorte o bicho encarreiro em direção ao arvoredo, e João Honório aproveitou para desencilhar o cavalo no galpão e entrou pra dentro de sua moradia.
Era um lobisomem, uma mística de lobo com homem, mais pra lobo que pra homem. E o cachorro grande se ternara amigos, mas um pequeno, seu inimigo. Continuaram em baixo das laranjeiras até a madrugada, João Honório sem saber o que fazer ficava espiando o bicho pelas frestas do rancho, até enquadrou na mira de sua arma, mas faltou coragem. A cachorrada da redondeza fazendo alarido, e uivando como se pressentissem que tinha algo estranho por aquelas bandas, talvez o próprio vento inalasse um tipo de cheiro por aqueles pagos afora. No outro dia o comentário foi grande pela vizinhança, alguns riam debochando do fato, a maioria fechavam as casas sedo e poucos que se arriscavam a sair à noite, mas o bolicho estava sempre cheio de fregueses até altas horas e o comentário era um só, não se tratava de outro assunto. Pedro Carvoeira não estava gostando muito daquela situação, falou se encontrasse o bicho iria pegá-lo pela orelha e lavar lá no bolicho para oferecer um trago de canha, na verdade ele não acreditava em assombração.
Pedro Carvoeira naquela mesma noite estava chegando à sua casa e o lobisomem estava lá o esperando, bem na porta do galpão onde ele dormia. Pedro Carvoeira usava dois trinta e oito na cintura, de vereda deu-lhe dois tiros, mas nem cócegas fez no animal, Pedro conseguiu abrir a porta do galpão, mas o lobisomem entrou primeiro e ficou atrás da cama os olhos eram duas bolas de fogo, Pedro pegou uma taquara comprida para cutucar o bicho mas não conseguiu acerta-lo, desistiu e foi dormir no quarto de seus pais.
Este lobisomem virou atração daquela localidade andava pela estrada visitava as casas de alguns moradores perturbando à noite. Adão Ligeiro e Caburé estavam indo estrada afora numa noite de luar, ao cruzar o Passo das Carretas, Caburé num olhar de relancina percebeu que vinha um cusquinho atrotezito pela estrada, mas nada de mais pois era normal transitar guaipega à noite, mas ficou estranho quando o animalzinho na medida que se aproximava começou a mudar de tamanho, pra maior cada vez maior, e passou entre os dois aquele enorme guaipecão e se mandou a lacria.
Dizem que mataram aquele lobisomem, mas eu nunca vi o couro.

Fernando Almeida Poeta

terça-feira, 12 de novembro de 2013

BUROCRACIA

A burocracia torna-se uma barreira contra o desenvolvimento de um país infelizmente vivo em um país burocrático. Ontem minha mulher passou por um alagamento e perdeu a placa do carro dela resultado vou perder o dia inteiro para resolver esse problema fui ao local ver se encontrava a placa não a encontrei fui ao Detran me pediram uma ocorrência policial de perda, xerox da RG, taxa de autorização estou correndo atrás.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

MEU CANTAR


Meu canto é como bagual
saindo porteira afora,
amadrinhado pelas esporas
num pelado de uma coxilha.
Sempre seguindo a trilha
de um caudilho forasteiro,
pois carrego pra sinuelo
o instinto farroupilha.

Minha voz é como o vento
numa manhã serena,
timbre de noite morena
ao despontar da lua.
Do sussurro da chirua
de onde a inspiração brota,
pois meu verso galopa
na imensidão nua e crua.

Sou assim abagualado
como potro que corcoveia,
que se livrou da maneia
e sai rasgando horizonte.
Bebi água da mesma fonte
onde bebeu o índio Sepé,
vim das bandas do Caiboaté
sou estouro de tropa ao reponte.

Quando abro meu peito
canto coisas da querência,
com mescla de pura essência
campo afora minha voz expande.
Não precisa que me mande
o que faço é por instinto,
no fundo da alma eu sinto
uma paixão pelo Rio Grande.

Meu canto é assovio do vento
na quincha de uma tapera,
numa noite de primavera
o calor que vem do norte,
anunciando chuva forte,
enchente e temporal.
Com som de vendaval
Santa Clara que me dê sorte.

Meu canto é rio que corre
murmurando mata adentro,
parece que tem sentimento
água pura e cristalina.
É a natureza divina
na cascata do paredão,
corcoveia meu coração,
por natureza, canto e china

Meu cantar é primitivo,
ritmo de trote chasqueiro,
som de gaita e pandeiro
e tilintar das esporas.
Tristeza se manda embora
levando as mágoas do peito,
porque ando deste jeito
bem pachola Rio Grande afora.

Canto que nem quero-quero
o bombeador das coxilhas,
fazendo éco nas flechilhas
sou herdeiro do passado,
canto sempre entoado
com o som da natureza.
Canto toda a beleza
que ganhei como legado.

Quando eu partir desta terra
levarei junto comigo,
este meu violão amigo,
que eu guardo com carinho,
parceiro quando estou sozinho,
sob o oitão do rancho
uma milonga eu desmancho,
pra minha china com carinho.


Fernando Almeida Poeta