terça-feira, 27 de outubro de 2009
Minha oito baixos
Açude em Catuçaba, São Gabriel
Espelho de Tropa
Açude espelho de tropa, que vem beber sua aguada
Açude que se banha a lua, Sob o silêncio da madrugada
Meu parceiro da esperança, que tem água mansa, Onde eu nadava,
Nas manhãs de domingo, eu banhava o pingo, para as carreirada.
Açude é fonte é vida para o verdejante do arrozal,
Onde brota a vertente correndo pro banhadal,
Passeia uma garça branca, Sobre as barrancas, do seus mananciais
Pra eles o mundo é pequeno, á noitinha pousava sereno,
Um bando de patos baguais.
Açude teve intimidade, com a donzela china Maria
Acariciando seu corpo sobre aquela pele macia,
Águas que guardam segredos, num abismo que até dá medo,
Da sua profundeza fria.
Águas que vão e que vem, se vaporando para o além,
Saciando a sede, noite e dia.
Churrasco na Fronteira

Churasco a moda da fronteira, com lenha de angico e espeto de madeira. Se abre um buraco no chão e vai assando de longe cultuando a tradição, a graxa pingando nas brasas e a fumaça subindo pro céu. Uma iguaria campeira que não existe igual quase sem tempeiro apenas botando sal. Uma carne gorda bem oreada num galpão de estância atravessando as madrugadas.
Bebedouro
Rancho de Capim barreado

São Gabriel (Corredor afora)
Corredor da Estrada
Velho corredor sem fim,
Labirinto de estradas,
De rastros estão marcadas
Para sempre chão adentro,
De quem já dormiu ao relento
Marcando nossa história,
Em heróicas trajetórias
De comemorações e lamentos.
São apenas dois trilhos,
Sua existência será perpétua,
Serviu de cancha reta,
Pra carreirista do povoado.
Seguindo dois aramados
De quando em quando um bebedouro,
Das tropas rumo ao matadouro
Lavando a baba dos assoleados.
Areia pedra ou chão batido,
Com marcas do seu passado.
Uma cruz de cada lado
Onde tombaram peleando,
No ferro branco se tramando
Por uma lambança qualquer,
Beberagem ou ciúme de mulher.
Selvageria do ser humano.
São Gabriel (Churrasco na Vala)
Churrasco
Uma iguaria campeira
Que não existe igual,
Quase sem tempero
Apenas botando sal.
O assador e a peonada
Um trago vão tomando,
Enquanto a carne gorda
No brasedo vai pingando.
Numa vala feita no chão,
Com espetos de madeira,
Era o sistema antigo
Usado lá na fronteira.
Se via de longe a fumaça
Numa manhã de primavera,
Subindo lentamente
Sumindo na atmosfera.
Com brasas de angico
O calor vai se formando,
No ponto ou mal passada
Com salmoura vai salgando.
Em todo o planeta terra
No interior ou capital,
Se assa um bom churrasco
Preferência nacional.
A festa do campeiro,
Não é festa sem churrasco,
Com uma faca carneadeira
E a canha no frasco.
O tropeiro quando vai
Fazer sua tropeada,
Sempre tem um bom churrasco
No pouso ou na sesteada.
Carregando sob os pelegos
Uma carne bem oreada
Era o sistema do tropeiro
Com sol ou chuvarada
Encostava a tropa n’água
Outro juntava os gravetos
Lenha de mato e macega
E a carne ia pro espeto
Um churrasco pra ser bom
Não pode ser lanhado
Deve manter a gordura
E nunca fazer picado
Não deixar passar da hora
Pra que fique suculento
É o melhor cardápio
Em aniversário ou casamento
Incomparável churrasco
Desde o tempo da pedra lascada
Quando o bicho homem
Fazia suas caçadas
Pra manter a sobrevivência
Pela lei da natureza
Churrasco nunca sai da moda
Eu afirmo com certeza
Não é festa sem churrasco,
Com uma faca carneadeira
E a canha no frasco.
O tropeiro quando vai
Fazer sua tropeada,
Sempre tem um bom churrasco
No pouso ou na sesteada.
Carregando sob os pelegos
Uma carne bem oreada
Era o sistema do tropeiro
Com sol ou chuvarada
Encostava a tropa n’água
Outro juntava os gravetos
Lenha de mato e macega
E a carne ia pro espeto
Um churrasco pra ser bom
Não pode ser lanhado
Deve manter a gordura
E nunca fazer picado
Não deixar passar da hora
Pra que fique suculento
É o melhor cardápio
Em aniversário ou casamento
Incomparável churrasco
Desde o tempo da pedra lascada
Quando o bicho homem
Fazia suas caçadas
Pra manter a sobrevivência
Pela lei da natureza
Churrasco nunca sai da moda
Eu afirmo com certeza
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
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