domingo, 28 de setembro de 2014
domingo, 31 de agosto de 2014
quinta-feira, 17 de julho de 2014
sexta-feira, 30 de maio de 2014
ESCOLA ÉRICO VERÍSSIMO
Fui convidado para participar das comemorações dos 40 anos da Escola Estadual Érico Veríssimo em Canoas. Inauguração do auditório Luis Fernando Veríssimo e também tive a oportunidade de conhecer Fernanda Veríssimo.
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Autor Presente
Meus queridos amigos professores estou no Projeto Autor presente, quem quiser me convidar para ir em sua Escola é só entrar em contato:
http://autorpresente.blogspot.com.br/
http://autorpresente.blogspot.com.br/
sábado, 8 de março de 2014
8 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Pra ti
Mulher
É pra ti
mulher,
A pura
essência da flor,
O símbolo
da humanidade
Que foi
feita do amor.
Força,
charme, elegância,
Com sorriso
encantador
Nas horas
boas ou ruins
Sempre
superando a dor.
Não existe
mulher feia,
São
diferenças naturais
Umas menos
vaidosas
E outras
que são fatais,
Loiras,
negras, morenas,
Ruivas,
índias, orientais
O que seria
de nós
Se todas
fossem iguais.
Seja vovó,
mãe, tia,
Amiga,
esposa ou namorada
Um homem
sem mulher
Nesta vida
não é nada,
Quando ao
lado do homem
É parceira,
amante, amada
Seguiremos
para sempre
Unidos na
mesma estrada.
Nossa
Virgem Maria,
Santa mãe
de Jesus,
Um dia
também sofreu
Ao ver seu
filho na cruz,
Ilumina
nossas mães
Pro bom
caminho conduz,
Para que
não sofram tanto
Por quem deram
à luz.
Amor de mãe
é eterno,
E seu
brilho incomparável,
Sua alma é
pura
Seu esforço
incansável,
É a
soberana das jóias
Para o
ciclo da vida
É assim que
a comparo
Minha mãe
querida.
Uma boa
esposa
Todo homem
sonha ter,
Esta mulher
maravilha,
Motivo do
meu viver
Às vezes me
faz sorrir
Outras me
faz sofrer,
De uma
mulher eu nasci
Por uma
mulher quero morrer.
Fernando Almeida Poeta
domingo, 2 de março de 2014
sábado, 21 de dezembro de 2013
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
LOBISOMEM
(caso verídico)
Conheci um senhor chamado João Honório, morador de uma localidade denominada Rincão do Claro, João Honório era um curandeiro que receitava remédio para todo aquele povo, ali não havia sistema de saúde, pelo fato de ficar muito distante da cidade. Na pratica funcionava muito bem, talvez mais valesse a fé do que o café, em terra de cego quem tem um olho é rei.
Numa noite de sexta-feira, lua cheia, João Honório voltava do atendimento de um paciente seu, chegando à sua casa, ali pela meia-noite, ao abrir a cancela do potreiro deparou-se com um bicho muito esquisito: orelhudo, pelagem longa e caminhava meio cambaleando, junto seus dois cachorros, seguiram ao lado de seu cavalo, em direção ao rancho, João Honório não era um índio muito assustado, mas, naquela hora, arrepiou o pelo, por sorte o bicho encarreiro em direção ao arvoredo, e João Honório aproveitou para desencilhar o cavalo no galpão e entrou pra dentro de sua moradia.
Era um lobisomem, uma mística de lobo com homem, mais pra lobo que pra homem. E o cachorro grande se ternara amigos, mas um pequeno, seu inimigo. Continuaram em baixo das laranjeiras até a madrugada, João Honório sem saber o que fazer ficava espiando o bicho pelas frestas do rancho, até enquadrou na mira de sua arma, mas faltou coragem. A cachorrada da redondeza fazendo alarido, e uivando como se pressentissem que tinha algo estranho por aquelas bandas, talvez o próprio vento inalasse um tipo de cheiro por aqueles pagos afora. No outro dia o comentário foi grande pela vizinhança, alguns riam debochando do fato, a maioria fechavam as casas sedo e poucos que se arriscavam a sair à noite, mas o bolicho estava sempre cheio de fregueses até altas horas e o comentário era um só, não se tratava de outro assunto. Pedro Carvoeira não estava gostando muito daquela situação, falou se encontrasse o bicho iria pegá-lo pela orelha e lavar lá no bolicho para oferecer um trago de canha, na verdade ele não acreditava em assombração.
Pedro Carvoeira naquela mesma noite estava chegando à sua casa e o lobisomem estava lá o esperando, bem na porta do galpão onde ele dormia. Pedro Carvoeira usava dois trinta e oito na cintura, de vereda deu-lhe dois tiros, mas nem cócegas fez no animal, Pedro conseguiu abrir a porta do galpão, mas o lobisomem entrou primeiro e ficou atrás da cama os olhos eram duas bolas de fogo, Pedro pegou uma taquara comprida para cutucar o bicho mas não conseguiu acerta-lo, desistiu e foi dormir no quarto de seus pais.
Este lobisomem virou atração daquela localidade andava pela estrada visitava as casas de alguns moradores perturbando à noite. Adão Ligeiro e Caburé estavam indo estrada afora numa noite de luar, ao cruzar o Passo das Carretas, Caburé num olhar de relancina percebeu que vinha um cusquinho atrotezito pela estrada, mas nada de mais pois era normal transitar guaipega à noite, mas ficou estranho quando o animalzinho na medida que se aproximava começou a mudar de tamanho, pra maior cada vez maior, e passou entre os dois aquele enorme guaipecão e se mandou a lacria.
Dizem que mataram aquele lobisomem, mas eu nunca vi o couro.
Fernando Almeida Poeta
Conheci um senhor chamado João Honório, morador de uma localidade denominada Rincão do Claro, João Honório era um curandeiro que receitava remédio para todo aquele povo, ali não havia sistema de saúde, pelo fato de ficar muito distante da cidade. Na pratica funcionava muito bem, talvez mais valesse a fé do que o café, em terra de cego quem tem um olho é rei.
Numa noite de sexta-feira, lua cheia, João Honório voltava do atendimento de um paciente seu, chegando à sua casa, ali pela meia-noite, ao abrir a cancela do potreiro deparou-se com um bicho muito esquisito: orelhudo, pelagem longa e caminhava meio cambaleando, junto seus dois cachorros, seguiram ao lado de seu cavalo, em direção ao rancho, João Honório não era um índio muito assustado, mas, naquela hora, arrepiou o pelo, por sorte o bicho encarreiro em direção ao arvoredo, e João Honório aproveitou para desencilhar o cavalo no galpão e entrou pra dentro de sua moradia.
Era um lobisomem, uma mística de lobo com homem, mais pra lobo que pra homem. E o cachorro grande se ternara amigos, mas um pequeno, seu inimigo. Continuaram em baixo das laranjeiras até a madrugada, João Honório sem saber o que fazer ficava espiando o bicho pelas frestas do rancho, até enquadrou na mira de sua arma, mas faltou coragem. A cachorrada da redondeza fazendo alarido, e uivando como se pressentissem que tinha algo estranho por aquelas bandas, talvez o próprio vento inalasse um tipo de cheiro por aqueles pagos afora. No outro dia o comentário foi grande pela vizinhança, alguns riam debochando do fato, a maioria fechavam as casas sedo e poucos que se arriscavam a sair à noite, mas o bolicho estava sempre cheio de fregueses até altas horas e o comentário era um só, não se tratava de outro assunto. Pedro Carvoeira não estava gostando muito daquela situação, falou se encontrasse o bicho iria pegá-lo pela orelha e lavar lá no bolicho para oferecer um trago de canha, na verdade ele não acreditava em assombração.
Pedro Carvoeira naquela mesma noite estava chegando à sua casa e o lobisomem estava lá o esperando, bem na porta do galpão onde ele dormia. Pedro Carvoeira usava dois trinta e oito na cintura, de vereda deu-lhe dois tiros, mas nem cócegas fez no animal, Pedro conseguiu abrir a porta do galpão, mas o lobisomem entrou primeiro e ficou atrás da cama os olhos eram duas bolas de fogo, Pedro pegou uma taquara comprida para cutucar o bicho mas não conseguiu acerta-lo, desistiu e foi dormir no quarto de seus pais.
Este lobisomem virou atração daquela localidade andava pela estrada visitava as casas de alguns moradores perturbando à noite. Adão Ligeiro e Caburé estavam indo estrada afora numa noite de luar, ao cruzar o Passo das Carretas, Caburé num olhar de relancina percebeu que vinha um cusquinho atrotezito pela estrada, mas nada de mais pois era normal transitar guaipega à noite, mas ficou estranho quando o animalzinho na medida que se aproximava começou a mudar de tamanho, pra maior cada vez maior, e passou entre os dois aquele enorme guaipecão e se mandou a lacria.
Dizem que mataram aquele lobisomem, mas eu nunca vi o couro.
Fernando Almeida Poeta
terça-feira, 12 de novembro de 2013
BUROCRACIA
A burocracia torna-se uma barreira contra o desenvolvimento de um país infelizmente vivo em um país burocrático. Ontem minha mulher passou por um alagamento e perdeu a placa do carro dela resultado vou perder o dia inteiro para resolver esse problema fui ao local ver se encontrava a placa não a encontrei fui ao Detran me pediram uma ocorrência policial de perda, xerox da RG, taxa de autorização estou correndo atrás.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
MEU CANTAR
Meu canto é como bagual
saindo porteira afora,
amadrinhado pelas esporas
num pelado de uma coxilha.
Sempre seguindo a trilha
de um caudilho forasteiro,
pois carrego pra sinuelo
o instinto farroupilha.
Minha voz é como o vento
numa manhã serena,
timbre de noite morena
ao despontar da lua.
Do sussurro da chirua
de onde a inspiração brota,
pois meu verso galopa
na imensidão nua e crua.
Sou assim abagualado
como potro que corcoveia,
que se livrou da maneia
e sai rasgando horizonte.
Bebi água da mesma fonte
onde bebeu o índio Sepé,
vim das bandas do Caiboaté
sou estouro
de tropa ao reponte.
Quando abro meu peito
canto coisas da querência,
com mescla de pura essência
campo afora minha voz expande.
Não precisa que me mande
o que faço é por instinto,
no fundo da alma eu sinto
uma paixão pelo Rio Grande.
Meu canto é assovio do vento
na quincha de uma tapera,
numa noite de primavera
o calor que vem do norte,
anunciando chuva forte,
enchente e temporal.
Com som de vendaval
Santa Clara que me dê sorte.
Meu canto é rio que corre
murmurando mata adentro,
parece que tem sentimento
água pura e cristalina.
É a natureza divina
na cascata do paredão,
corcoveia meu coração,
por natureza, canto e china
Meu cantar
é primitivo,
ritmo de
trote chasqueiro,
som de
gaita e pandeiro
e tilintar
das esporas.
Tristeza se
manda embora
levando as
mágoas do peito,
porque ando
deste jeito
bem pachola
Rio Grande afora.
Canto que
nem quero-quero
o bombeador
das coxilhas,
fazendo éco
nas flechilhas
sou
herdeiro do passado,
canto
sempre entoado
com o som
da natureza.
Canto toda
a beleza
que ganhei
como legado.
Quando eu
partir desta terra
levarei
junto comigo,
este meu
violão amigo,
que eu
guardo com carinho,
parceiro
quando estou sozinho,
sob o oitão
do rancho
uma milonga
eu desmancho,
pra minha china com carinho.
Fernando Almeida Poeta
sábado, 26 de outubro de 2013
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