terça-feira, 2 de junho de 2015

DTG RANCHO DA POESIA

 DTG RANCHO DA POESIA

PATRONAGEM

Patrão: FERNANDO ALMEIDA

Vice-Patrão: GENI ADORNE

Sota- Capataz: EDEMAR  VIÇOSA

2º Sota Capataz: SOLANGE MARIA DOS SANTOS

1º Tesoureiro DEMETRIO LEITE

2º Tesoureiro: LUCIA HELENA DA ROSA fone:

Agregado das Falas: NADIA RAQUEL VELASQUE ADORNE

Conselho: MARIA RIGO, MARIA LUCI, NELSON TIBURSKI

Departamento Cultural: CARMEM GIANINI

Departamento Artístico: LUIS ANTONIO LISBOA


Peão Caseiro: BERNARDO COUTINHO ALVES

segunda-feira, 1 de junho de 2015

DTG RANCHO DA POESIA

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

CHASQUE PARA O PATRÃO CELESTIAL


Com licença, Patrão Velho,
Preciso muito de sua atenção.
Um pouco envergonhado
Por viver encurralado à perdição.
Aprendi com ensinamentos,
Em minha vida espiritual,
Amar a Deus sobre todas as coisas,
Minha confiança no Senhor é total.

Agradeço mais do que reivindico,
A cada renascer da aurora,
Iluminando o horizonte infinito,
A felicidade em mim revigora.
Muito obrigado, meu Deus,
Pela paz, a saúde e o amor,
Por esta natureza perfeita:
As matas, as flores e o beija-flor.

Bem aventurado seja o homem
Incorruptível e imparcial,
Bem aventurado seja o homem
Que repudia o pecado capital.
Bem aventurados sejam aqueles
A que aos mandamentos obedecem;
Abençoado será aquele
Que crê em suas preces.

Surgem muitos falsos profetas
Por ambição ao poder,
Autores até de milagres
Para o povo carente no saber.
Por uma valiosa quantia
Alguns prometem o paraíso,
Sem mesmo saber se ele existe,
Imperando o tal de fanatismo.

Peço para Deus Nosso Senhor
Que dê um pulinho pessoalmente,
Aqui nesse mundo desgovernado,
Para prosear com alguns viventes.
Que usam o nome do senhor
Em seu próprio benefício,
Com mentiras e promessas,
Um verdadeiro estrupício.

Ave-Maria, cheia de graça!
O Senhor é convosco!
Bendita sois vós entre as mulheres
E Bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, Mãe de Deus,
Rogai por nós os pecadores
Agora e na hora de nossa morte. Amém.


Fernando Almeida Poeta

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

DIA DE CARREIRAMENTO


Corria o Baio do Maneco
Com o tordilho do Gaveston,
Numa cancha reta, na coxilha pelada.
Era uma diversão para a gauchada 
num dia de sol claro do mês de setembro
Chegava gente a pé, de carreta de bois
Charrete e a maioria a cavalo,
Também veio gente da cidade
Em dois ou três automóveis.

Era um evento dos mais importantes
Que acontecia de quando em quando
Promovido por carreiristas daqueles pagos,
Lembro-me do povo chegando de todos os lados
E começava a se formar aquela festança.
Ao meio dia era grande aglomeração,
De viventes em volta da cancha, “já se vieram”!
O cavalo do Zico perdeu porque se abriu,
O Dórico desatou a carreira, pagou o depósito.

Um sujeito dava luz e doble,
Outro gritava sem reserva,
Gente que cantava de galo
muitos apostando nos cavalos
Cinco,dez pila e até dinheiro graúdo,
A gurizada jogava troco miúdo.
Na barraca do Marcelino grande freguesia,
Tomando trago, comendo pastéis,
Contando lorotas, sobre seus parelheiros,
Atando carreiras para serem corridas lá na cancha.

Um fogo sobre uma vala queimando uma lenha,
cheio de espetos cravados com carne,
era aquela ladainha, sem mais nem menos
começava um arranca toco e já chegavam os deixa disso.
lá pelas quatro horas da tarde começou uma  briga
Porque o cavalo do Juca tigre perdeu uma carreira
Que correra com a égua do Tomazette.
Falaram que o juiz roubou, que na verdade
O cavalo do Juca tinha ganhado de cabeçada de freio.

Esse tal de Tomazette era um fazedor de pendenga
Talvez fosse o motivo do juiz se acovardar
E acabar roubando a favor do arruaceiro.
Começaram a discutir e a coisa foi ficando feia
Sabia-se que não tardava uma grande peleia
O Tigre usava um três listras atravessado nas costas
E o Tomazette dois trinta e oito niquelado, na cintura
Ficaram ali os dois se toreando e o Juca Tigre falou
Que não iria ficar de graça, mas seguiu a festança.

Na saída do carreiramento no finalzito da tarde
Onde tinha uma porteira feita de arame
Aberta bem pra traz, tava o Juca escorado
em um moerão da estronca esperando o Tomazette.
não demorou muito vinha o arruaceiro
chegou e boleou a perna já de revolver na mão
e o Juca Tigre arrancou aquele baita facão
como um touro bravo em direção ao Tomazette
que não pensou duas vezes e sapecou fogo
mas infelizmente pegou o tiro no Zezinho
um jóquei corredor de carreiras
que tentava apartar aquela briga.

Os automóveis já tinham deixado o local
Mas a ambulância logo em seguida chegou
Era uma charrete modelo aranha
Puxada por um tordilho muito troteador
Mas até chegar onde estava o doutor
Eram muitas léguas de estrada afora.
Esta peleia aconteceu quando eu era guri
Foi gravado em minha memória
que até hoje eu não me esqueci.


FERNANDO ALMEIDA POETA 

sexta-feira, 30 de maio de 2014

ESCOLA ÉRICO VERÍSSIMO

Fui convidado para participar das comemorações dos 40 anos da Escola Estadual Érico Veríssimo em Canoas. Inauguração do auditório Luis Fernando Veríssimo e também tive a oportunidade de conhecer Fernanda Veríssimo.